205artigos - Associação Pensamentos ao Vento

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Esta tradução foi efetuada a partir de um artigo compilado por K. Bacher em 1996 com 205 argumentos e observações em apoio do Naturismo e divididos por 17 tópicos.

Trata-se um excelente artigo, muito bem documentado com imensas referências a outros autores e investigadores o que dá um enorme suporte a esta filosofia de vida. Optou-se por não se traduzir todo o artigo original, que fica aqui também disponibilizado para consulta, uma vez que são tecidas várias considerações e aprofundamentos dos argumentos expostos.

Dada a origem do autor, poder-se-ia pensar que o artigo está virado apenas para a realidade americana, mas a qualidade do mesmo permite, praticamente sem quaisquer alterações, transportar para, pelo menos para a realidade portuguesa. Mesmo nos casos de evocação da
Constituição Americana, e suas sucessivas Emendas, acaba por ficar muito próximo da Lei Nacional tornando estas considerações válidas para o nosso pais.

  • É frequentemente mais confortável e prático estar despido do que vestido
1. Existem ocasiões em que o vestuário é fisicamente desconfortável. A nudez, por outro lado, é frequentemente muito mais confortável.

2. Para muitas atividades, a nudez é frequentemente mais prática que o vestuário.

3. O vestuário restringe os movimentos e dificulta o atleta. Estudos realizados pela equipa de natação olímpica da Alemanha Ocidental mostraram que até os fatos-de-banho atrasam um nadador

  • O Naturismo promove a saúde mental
4. Um nudista não é um corpo com falta de algo (isto é, o vestuário). Pelo contrário, uma pessoa vestida é um corpo nu inteiro e completo, mais a roupa
5. Muitos psicólogos dizem que o vestuário é uma extensão de nós mesmos. As roupas que usamos são uma expressão de quem somos. Deste modo, o conforto do naturista com a nudez casual representa uma atitude confortável com ele próprio, tal como ele é no seu estado mais básico, sem modificações ou enganos.

6. A obrigatoriedade de uso de roupa cria insegurança acerca do próprio corpo. Estudos demonstram que o nudismo, pelo outro lado, promove um autoconceito positivo do corpo.

7. O nudismo promove a totalidade do corpo, ao invés de colocar de lado partes do corpo como imorais, doentias ou vergonhosas.

8. A obrigatoriedade das roupas fecha-nos numa batalha constante entre a individualidade e as regras do vestir. A nudez liberta-nos desta ansiedade, promovendo um clima de individualidade confortável sem pretensão.

9. A prática do nudismo é, para os nudistas, uma experiência imensamente libertadora. Ao se libertar para estar nu na presença de outros, incluindo membros do sexo oposto, o nudista também abandona toda a bagagem social que vai junto com o tabu da nudez.

10. A sensação de “liberdade” que vem da experiência nudista é constantemente assinalada pelos nudistas como uma das principais razões para se manterem.

11.O nudismo, ao libertar o corpo, ajuda a libertar a mente e o espírito. Uma irracional obrigatoriedade de roupas pode inibir o crescimento psicológico e a saúde.

12. O nudista, literalmente, nada tem a esconder. Portanto, ela ou ele têm menos stress, um facto corroborado pela investigação.

13.O vestuário esconde a natural diversidade de formas e tamanhos do corpo humano. Quando as pessoas não são expostas à nudez, crescem com mal-entendidos e expetativas irrealistas acerca do corpo baseadas em fontes tendenciosas ou mal-informadas, como por exemplo a comunicação social e a publicidade.

14. O vestuário esconde, e desse modo cria, mistério e ignorância acerca dos processos naturais do corpo, como a gravidez, a adolescência e o envelhecimento. As crianças (e mesmo os adultos) que crescem num ambiente nudista têm muito menos ansiedade acerca destes processos naturais do que aquelas que nunca estiveram expostos a eles.

  • Algumas observações sobre a natureza do pudor
15. As crianças nascem sem qualquer vergonha acerca da nudez. Elas aprendem a ter vergonha da própria nudez.

16. Vergonha, no que respeita à nudez, é relativo a situações e costumes individuais, não gerais.

17. A ideia dominante de que o vestuário é necessário por razões morais é um pressuposto cultural. É um pressuposto que não é partilhado por todas as culturas, nem por todos os membros na nossa própria cultura.

18. Existem evidências de que o pudor não está de forma alguma relacionado com a nudez, é antes uma resposta para parecer diferente do resto do grupo social. Por exemplo, fora dos hábitos de vestuário ou adorno aceites.

19. A vergonha é provocada por estar fora dos costumes, não por ações ou condições específicas. Porque a nudez nada tem de especial num ambiente nudista, os nudistas até podem esquecer que estão nus, e frequentemente esquecem.

20. Estudos psicológicos demonstraram que o pudor não necessita, de forma alguma, estar relacionada com a forma de vestir de cada um. Para o nudista, o pudor não se despe com as roupas de cada um; apenas assume uma forma diferente.

21. Muitas tribos indígenas andam completamente nuas e sem vergonha, mesmo nos dias de hoje. Apenas com contacto prolongado com o mundo “moderno” é que aprendem a ser “púdicos”.

22. Mesmo na América do Norte, a nudez era comum entre muitas tribos indígenas antes da chegada dos europeus.

23. Para algumas tribos indígenas, a nudez, ou a quase-nudez, é uma parte essencial da sua cultura.

24. No entanto, os missionários procuraram insistentemente impor os seus próprios conceitos de “decência” nas outras culturas, ignorando as elaboradas tradições culturais existentes sobre o vestuário.

25. A maioria dos antropólogos considera o pudor uma razão improvável para o desenvolvimento do vestuário.

26. Muitos psicólogos e antropólogos acreditam que o pudor acerca da exposição do corpo pode ser um resultado do uso de roupas, em vez de ser a sua causa.

27. É interessante constatar que só é possível ser impúdico quando uma forma de pudor aceite é estabelecida.

28. O pudor relativamente à nudez é um fenómeno social e não instintivamente biológico. Isto é evidenciado pelo facto de a nudez ser venerada nas artes.

  • O Naturismo promove a saúde sexual
29. A nudez não é, por si só, erótica, e a nudez em grupos mistos não é inerentemente sexual. Isto são mitos propagados por uma sociedade obcecada pelo vestuário. A sexualidade é uma questão de vontade ao invés de estar relacionada com o vestuário.

30. Os nudistas, enquanto grupo, são sexualmente mais saudáveis do que a restante população.

31. A satisfação sexual em casais mostra uma correlação com o seu grau de conforto com a nudez.

32. Estudos mostram significativamente menos incidência de sexo casual pré-matrimonial e extramatrimonial, sexo em grupo, incesto e violação entre nudistas do que em não-nudistas.

33. Estudos demonstraram que países com menos obsessão acerca da nudez têm menores taxas de gravidez juvenil e aborto.

34. As roupas aumentam o mistério sexual e o potencial para fantasias sexuais pouco saudáveis.

35. O vestuário foca a atenção na sexualidade e não fora dela; de facto, incrementa frequentemente formas imaturas de sexualidade, ao invés de promover a aceitação saudável do corpo.

36. A completa nudez é a antítese da elaborada indústria semipornográfica da moda.

37. O vestuário chama frequentemente a atenção para os genitais e desejo sexual, ao invés a afastar.

38. A indústria da moda depende do apelo sexual das roupas.

39. As diferenças entre o vestuário masculino e feminino focam a atenção nas diferenças sexuais.

40. Muitos psicólogos acreditam que o vestuário se desenvolveu originalmente, em parte, como uma forma de focar a atenção sexual.

41. Estar parcialmente vestido é sexualmente mais estimulante (muitas vezes de forma pouco saudável) do que estar completamente despido.

42. O pudor, especialmente o pudor imposto, apenas acrescenta desejo e interesse sexual.

43. A desigualdade do topless (exigindo às mulheres, mas não aos homens, que usem tops) produz uma obsessão pouco saudável pelas mamas transformando-as em objetos sexuais.

44. A identificação das mamas como objetos sexuais na nossa cultura levou ao desencorajamento da amamentação, ao encorajamento da cirurgia cosmética de aumento mamário desnecessária e ao evitamento do necessário exame mamário pela mulher.

45. O Naturismo é a antítese da pornografia.

46. A pornografia tem sido definida como uma tentativa de exercer poder sobre a natureza. Na maioria dos casos na nossa cultura, manifesta-se como uma expressão de poder sexual do homem sobre a mulher. O Naturismo, em contraste, procura coexistir com a natureza e com os outros, aceitar os outros e o mundo natural nos nossos estados mais naturais.

47. A não-aceitação e a repressão da nudez alimenta a pornografia ao ensinar que qualquer forma e grau de nudez é inerentemente sexual e pornográfica.

48. O Naturismo é inocente, casual, não explorador e não comercial (e ainda assim é frequentemente reprimido); por oposição à pornografia, que é comercializada e apresentada de forma sensacionalista (e, de uma forma geral, tolerada).

49. Muitos psicólogos acreditam que a repressão de uma sexualidade saudável leva a uma maior capacidade, e tendência, para a violência.

  • O Naturismo promove a saúde física
50. O vestuário limita ou elimina muitos dos propósitos naturais da pele. Por exemplo, repelir a humidade, secagem rápida, respiração, proteção sem perda de desempenho e, especialmente, sentir o ambiente que nos rodeia.

51. A exposição solar, sem estar em pleno mar, promove a saúde geral.

52. Investigação recente sugere uma relação inversa entre exposição solar e osteoporose, cancro do colón, cancro da mama e mesmo o mais fatal dos cancros da pele, o melanoma.

53. Um obsessivo sentido de pudor acerca do corpo está muitas das vezes correlacionado com a relutância em partilhar formas saudáveis de contacto com outras pessoas.

54. Vestuário apertado pode causar problemas de saúde ao restringir a regular circulação sanguínea e linfática.

55. O vestuário pode abrigar fungos e bactérias causadores de doenças (especialmente roupa interior e desportiva)

56. A investigação médica ligou o vestuário a uma crescente suscetibilidade a mordidas e picadas de animais como carrapatos e piolhos-do-mar, que se escondem ou ficam presos nas roupas.

57. As modas do vestuário através da história, especialmente para as mulheres, têm sido, frequentemente, causadoras de danos para a saúde física e psicológica.

58. A ideia de que o vestuário é necessário para suportar os genitais ou as mamas é muitas vezes injustificada.

59. O vestuário esconde a beleza natural do corpo humano, tal como criado por Deus.

60. O vestuário faz as pessoas parecerem mais velhas e acentua, em vez de esconder, as características corporais menos lisonjeiras.

61. O vestuário abriga e encoraja o crescimento das bactérias causadoras de odores.

  • O Naturismo é socialmente construtivo
62. O Naturismo é uma filosofia socialmente construtiva.

63. O Naturismo, por filosofia, é tolerante com outros e com as suas diferenças. Espera-se apenas o mesmo em troca.

64. A nudez promove a igualdade social, sentimentos de unidade com outros e uma maior interação social relaxada no seu geral.

65. Os naturistas tendem a ser especialmente abertos a outras pessoas, tal como elas são.

66. Social e demograficamente, os nudistas são quase iguais à restante população, com a diferença que são tolerantes para com a nudez.

67. O Naturismo rejeita a conformidade cega para com os costumes culturais e crenças acerca do corpo, as quais veem o vestuário como uma necessidade constante, em favor de uma abordagem mais fundamentada e racional que reconhece a necessidade das roupas em função do contexto.

68. Para os americanos, a não-aceitação e a sexualização da própria nudez encoraja a uma atitude tendenciosa ou racista opondo a “civilização vestida” ao “selvagem nu”.

  • O Naturismo é saudável para a família
69. Verdadeiros nudistas dão especial importância a uma decente atmosfera e moralidade familiar.
Nota do tradutor: Por verdadeiros nudistas entenda-se aqueles que retiram as roupas e interagem normalmente e não aqueles que retiram as roupas apenas para serem incluídos em contextos nudistas com outras intenções que não a simples convivência.

70. A investigação mostra que as crianças que crescem num ambiente nudista tendem a ser mais autoconfiantes, a aceitarem-se melhor e a ter uma sexualidade mais ajustada. Sentem-se melhor com o seu próprio corpo e mais confortáveis com a sua sexualidade.

71. No geral, “especialistas” como Joyce Brothers e o Dr. Spock condenam a nudez familiar sem evidências empíricas que a suportem. Quando a pesquisa é realmente feita, contradiz os seus terríveis avisos.

72. A maioria dos comentadores diz que é o contexto em que a nudez familiar ocorre e não a nudez em si que determina se esta é problemática. As crianças reagem muito mais às atitudes parentais para com a nudez do que para com a própria nudez e a nudez só é um problema quando é tratada como um problema.

73. Muitos psicólogos argumentam que a mensagem implícita transmitida pela ausência de nudez no lar é que o corpo é basicamente vergonhoso e inaceitável, uma atitude que se pode transformar em desconforto acerca da nudez no contexto das relações sexuais adultas.

74. As crianças das tribos “primitivas”, rodeadas pela nudez em todas as formas, não sofrem efeitos negativos. Nem as crianças que crescem em outras sociedades mais abertas acerca da nudez do que a nossa. Crê-se que a exposição à nudez leva a problemas nas crianças que crescem fora dos pré-conceitos da nossa cultura.

75. Crianças que crescem num ambiente nudista testemunham as mudanças naturais do corpo que ocorrem na adolescência, gravidez e envelhecimento. Têm muito menos ansiedade acerca destes processos naturais do que as crianças que nunca estiveram expostas a elas a não ser através de camadas de roupa. (semelhante ao ponto 14).

76. A investigação tem demonstrado que países com menos reservas acerca da nudez (e sexualidade em geral) também têm menos taxas de gravidez juvenil e aborto. (Semelhante ao ponto 33)

77. A obrigatoriedade de uso de roupa faz com que milhões de mães tenham receio de amamentar os seus filhos, ainda que a amamentação seja mais saudável e frequentemente mais conveniente para ambos, mãe e filho.

  • O Naturismo é especialmente consistente com o feminismo e a luta pela libertação da mulher.
78. A repressão da nudez saudável, especialmente nas mulheres, tem sido um dos principais meios de controlo da mente e do destino pelo patriarcado. Quebrar este padrão rompe as amarras invisíveis de um papel sexual herdado.

79. Limitações à nudez feminina, a aceitação da pornografia e os exigentes requisitos da moda podem, individualmente, ser vistos como assuntos de pouca importância. Tomados como um todo, no entanto, formam um padrão de expetativas repressivas de orientação masculina.

80. A desigualdade no topless (exigindo à mulher, mas não ao homem, que use tops) é humilhante e discriminatório para as mulheres e reforça o padrão dominador do homem sobre a mulher.

81. Leis a proibir a exposição das mamas femininas existem, em parte, devido à reação que tal exposição, supostamente, causaria nos homens. Tais leis são escritas inteiramente a partir do ponto de vista masculino, ignorando a opinião feminina, que poderiam não querer usar tops para seu próprio conforto.

82. Ao recusar aceitar a necessidade de se “protegerem” dos homens cobrindo os seus corpos, a mulheres ganham poder e mudam a carga do comportamento responsável para o homem, onde realmente pertence.

83. As leis patriarcais despojam as mulheres do direito de controlar os seus próprios corpos, mas sempre existiram “exceções” para as leis de obscenidade que permitem o uso do corpo feminino na sedução do consumidor. Assim, a nudez feminina é considerada inapropriada na praia, mas é presença assídua na publicidade e na pornografia.

84. Ao impor requisitos arbitrários para o vestuário das mulheres (ao obrigá-las a cobrir o peito), o governo atua como in loco parentis, no papel dos pais. Isto é humilhante para as mulheres. Tal como às crianças, não lhes é concedida a capacidade ou o direito de decidirem como se vestirem, tal como antes não lhes era permitido votar, possuir propriedades ou exercer outros direitos.

85. A repressão da nudez saudável da mulher alimenta a pornografia.

86. A pornografia, por sua vez, limita a capacidade da mulher para participar na nudez recreativa saudável e para estar casualmente nuas em outras ocasiões. O Naturismo quebra o poder da pornografia sobre a mulher.

87. A luta pela liberdade deve ser sinónimo de direitos civis para a mulher e não licenças para os pornógrafos.

88. As modas do vestuário e os requisitos legais tem contribuído historicamente para a repressão das mulheres

89. O Naturismo desafia as relações baseadas no equilíbrio de poder e é, portanto, consistente com o feminismo contemporâneo que procura deitar abaixo as hierarquias de poder.

  • O Naturismo é mais natural do que a obrigatoriedade do vestuário
90. O Naturismo, como celebração do corpo humano natural livre da artificialidade da moda, é altamente compatível com os ideais de um natural, simples e ambientalmente amigável estilo de vida.

91. À medida que trabalhamos para o bem da natureza, devemos também trabalhar para o bem e para a liberdade dos nossos corpos, especialmente porque eles podem ser integrados com o resto da natureza. Como observou a Federação Naturista do Québec, “A natureza não são só as árvores, é também os nossos corpos”.

92. Os objetivos do Naturismo e do ambientalismo são frequentemente paralelos. Como o ambientalismo, o Naturismo normalmente procura preservar o caráter natural das paisagens e opõe-se ao desenvolvimento e exploração comercial. O maior risco para a maioria das praias não é a nudez, mas sim o desenvolvimento, o apoderamento de áreas públicas inexploradas pelas empresas hoteleiras.

93. Uma pessoa sente-se muito mais integrada num cenário natural despida do que vestida.

94. O nudista é muito mais sensível porque a nudez melhora a responsividade e a experiência sensorial.

95. O vestuário isola-nos do mundo natural ao inibir a capacidade da pele de sentir o ambiente. De facto, distrai a nossa capacidade de sentir o ambiente natural ao estimular artificialmente a pele.

96. A obrigatoriedade de usar vestuário é incompatível com os padrões naturais da natureza, como evidenciado pelos outros membros do reino animal. Os humanos são a única espécie a vestir-se.

97. Alguns psicólogos teorizam que os humanos desenvolveram o vestuário, em parte, para se diferenciarem dos animais.

98. A barreira física das roupas reforça as barreiras psicológicas separando-nos do mundo natural.

99. Os estilos de vida que são incompatíveis com os padrões naturais da natureza (incluindo a obrigatoriedade do uso de vestuário) podem ser psicologicamente danosos.

100. Um estilo de vida naturista é ambientalmente mais responsável. Por exemplo, a opção de estar despido durante o tempo quente e húmido reduz grandemente a necessidade de ar condicionado. A maioria dos aparelhos de ar condicionado usa tremendas quantidades de energia e muitos usam líquidos refrigeradores que danificam a camada estratosférica do ozono.

101. O vestuário é produzido através de processos ambientalmente irresponsáveis a partir de fontes também ambientalmente irresponsáveis.

  • Os requisitos do vestuário comummente aceites são arbitrários e inconsistentes
102. As normas do vestuário são inconsistentes.

103. Os requisitos do vestuário são arbitrária e irracionalmente baseados no género.

104. Hoje, na América, as mamas femininas são vistas como eróticas e não se podendo expor, apesar de serem anatomicamente idênticas às dos homens, exceto pela falta de capacidade lactante, e não como um mais ou menos órgão sexual.

105. A arbitrariedade da natureza dos requisitos do vestuário é refletida por diferentes normas em diferentes culturas.

103. A arbitrariedade da natureza dos requisitos do vestuário é refletida pela história. Mesmo na mesma cultura, os tabus sobre que partes do corpo devem ou não ser reveladas têm mudado radicalmente ao longo do tempo.

  • O Naturismo tem crescido em aceitação
107. A maioria das sociedades do mundo são muito mais abertas acerca da nudez do que os Estados Unidos. Por exemplo, muitas culturas, especialmente na Europa, são muito mais abertas à nudez em praias e outros espaços de recreio.

108. A participação em organizações nudistas é maior em outras partes do mundo.

109. Férias naturistas são uma parte significativa do turismo em muitos países.

110. A nudez é muito mais comum nos media estrangeiros.

111. A nudez pública, incluindo o lazer com nudez opcional, goza de aceitação crescente na América do Norte.

112. A filiação em organizações nudistas está a crescer rapidamente.

113. A indústria do turismo está a descobrir que é do seu interesse económico aceitar o lazer com nudez opcional.

  • Suporte constitucional pelo Naturismo
114. Numa sociedade livre como os Estados Unidos, o estilo de vida de cada um não deveria ser ditado por outro qualquer (seja uma maioria ou outra forma), especialmente se esse estilo de vida não infringe os direitos dos outros.

115. A Constituição foi, de facto, escrita para proteger os direitos dos pontos de vista das minorias. Este princípio, por si só, deveria justificar o direito da recreação sem roupas de forma pacífica sem a intervenção do governo.

116. A Constituição tem sido interpretada para proteger as liberdades individuais exceto as que forem suplantadas por um “superior interesse estatal”. Nunca é responsabilidade dos indivíduos justificarem as suas liberdades. É antes a responsabilidade do governo justificar qualquer restrição de liberdade.

117. O Naturismo sempre alegou que a nudez oferece “liberdade das restrições corporais”. Tais liberdades apenas podem ser restringidas em caso de “superior interesse estatal”; se nenhum pode ser demonstrado, a restrição é inválida.

118. A Constituição tem repetidamente sido interpretada para proteger o direito dos indivíduos à associação com outros de filosofia semelhante e também para criar os seus filhos no contexto de uma filosofia particular. Este princípio protege o direito das famílias nudistas à associação e ao recreio sem roupas.

119. A Primeira Emenda garante o direito à liberdade de expressão. Isto protege qualquer forma de vestuário e deveria proteger também o direito de não usar roupa.

120. Decisões judiciais recentes na Flórida, Nova Iorque e outros locais, têm defendido a nudez como forma de expressão da liberdade de expressão.

121. A “linguagem corporal” do nu humano tem um extraordinário poder simbólico e comunicativo que devia ser protegido pela Primeira Emenda.

122. O Supremo Tribunal tem legislado que as pessoas não podem ser forçadas a comunicar ideias às quais se opõem (por exemplo, fazer o Juramento à Bandeira). Também regulou que o vestuário pode ser uma forma protegida de liberdade de expressão (por exemplo, estudantes e empregados públicos têm o direito de usar braçadeiras negras em protesto pela Guerra do Vietname). É inconstitucional forçar naturistas a expressarem conformidade perante ideias de pudor e vergonha corporal com as quais discordam, forçando-os a usar fato-de-banho na praia.

123. Os tribunais têm permitido, até agora, os editores de pornografia em expressar atitudes exploradoras da mulher, baseando-se em princípios protetores da liberdade de expressão; mas têm sido inadequadamente relutantes em garantir a mesma proteção à natural expressão da liberdade corporal através da casual e não-explorativa nudez na praia.

124. O vestuário é tanto publicamente expressiva como privadamente simbólica, conotada com a identidade dentro de determinado grupo cultural. Restringir a nudez dos nudistas não é menos restritivo que proibir qualquer outro grupo cultural de usar vestuário característico do seu grupo. Impedir os nudistas de se despirem é equivalente a impedir um descendente escocês de usar os padrões da família, ou impedir um padre de usar batina.

125. Com o aparecimento de organizações nacionais a promover o nudismo como uma doutrina, o lazer nudista pode eventualmente começar a ser visto como uma forma protegida de liberdade de expressão para difundir essa doutrina e como um exemplo de livre associação protegida.

126. A Nona Emenda torna claro que nenhuns direitos serão negados se não estiverem especificamente proibidos. Assim, a mera nudez não é ilegal exceto onde existam leis específicas a proibi-la.

127. Muitas proibições contra a nudez surgem, historicamente, do clima político da primitiva Igreja Cristã. Mesmo hoje, muita da objeção ao nudismo é baseada em princípios religiosos. A separação constitucional da Igreja do Estado deveria invalidar este argumento.

128. Amplos precedentes legais sugerem que leis a exigir às mulheres, mas não aos homens, para ocultarem as mamas são sexistas, discriminatórios e inconstitucionais.

  • Apoio jurídico adicional para o Naturismo
129. O histórico do caso demonstra que as leis que requerem que as mulheres cubram as mamas não são justificadas por preconceitos culturais ou pré-conceitos.

130. As leis que requerem que as mulheres, mas não os homens, cubram as mamas são inteiramente escritas de uma perspetiva masculina, assumindo que o corpo do homem é natural e normal e o da mulher deve ser coberto porque é diferente.

131. As leis que requerem que as mulheres cubram as mamas não são justificadas por alegações de que os seus corpos são significantemente diferentes dos dos homens; nem por imprecisas reivindicações de que as mamas são órgãos sexuais; nem pelo facto de as mamas poderem desempenhar um papel no sexo ou nos jogos sexuais; nem pelo facto de as mamas serem proeminentes características sexuais secundárias.

132. A mera nudez não é, em si, lasciva ou “exposição indecente”, uma distinção mantida pelos extensos precedentes legais.

133. A mera nudez não pode ser ofensiva ou “conduta” imoral, pois que não é de modo algum conduta, mas apenas o estado natural do ser humano.

134. Dado o desafio em definir padrões de pudor, que por natureza são ambíguos, os legisladores, muitas das vezes, acharam mais complicado proibir a nudez do que sancioná-la.

135. Uma grande parte das leis anti nudez emitidas por governos locais e estatais têm sido elaboradas por altos funcionários ou pequenos grupos, sem revisão pública. Isto é antidemocrático e contrário ao princípio de um processo equitativo.

136. Por extensos precedentes legais, é legalmente inquestionável estar despido em privado, em propriedade privada.

137. Muitos governos estatais ou locais também legislaram explicitamente o direito de estar despido em determinadas áreas públicas, tais como os espaços naturistas em praias.

138. Não existe nenhuma proibição federal contra a nudez em áreas públicas. No geral as agências que gerem espaços públicos veem o lazer nudista (tratado com discrição e sensibilidade relativamente à variação de valores dos outros) como uma “atividade legítima”.

139. O uso nudista da maioria dos espaços federais é, de facto, constitucional porque não existe nenhuma lei federal universal que o proíba. A Nona Emenda diz especificamente que nenhuma liberdade será negada que não seja especificamente proibida.

140. O mandato das agências de espaços públicos, tais como o Serviço de Florestas dos Estados Unidos, providenciam diversidade de lazer. Historicamente, foram providenciadas para diversas formas extremas de recreação. A diversidade recreativa deveria incluir também normas para o lazer nudista.

141. O lazer de roupas opcionais é menos ofensivo para a maioria das pessoas do que muitas outras formas de recreação que são abertamente toleradas e até promovidas em espaços públicos.

142. Os naturistas certamente merecem pelo menos tanta consideração das agências gestoras de espaços públicos como as atividades que danificam os recursos, como o uso de veículos todo o terreno.

143. O Tratado da Vida Selvagem de 1963 define áreas de vida selvagem como “terras afetas à preservação e proteção nas suas condições naturais”. Devem ser geridas de forma a mantê-las o mais naturais possível. É necessário que os humanos possam ser capazes de apreciar as áreas selvagens no seu estado mais natural, livres dos constrangimentos artificiais do vestuário.

144. As áreas selvagens públicas deveriam ser locais onde as liberdades humanas, incluindo o lazer sem roupas, fossem respeitadas mais livremente do que em qualquer outro lado. As áreas selvagens deveriam ser o nosso grau de anarquia cuidadosamente controlado, o nosso refúgio livre de outras que não as mais necessárias leis e regulamentações governamentais. Não vamos para as áreas selvagens por estas mesmas razões e elas não ficam comprometidas por indevidas interferências externas, tais como as desnecessárias regulamentações sobre o vestuário?

145. Os reguladores do lazer, infelizmente, “resolvem” frequentemente a questão da recreação sem roupas, não regulando-a, mas ignorando-a.

147. Leis anti nudez são discriminatórias porque substituem a responsabilidade individual por controlo estatal.

148. É inapropriado usar recursos policiais para reprimir banhistas pacíficos numa praia simplesmente porque estão nus, enquanto retiram esses valiosos recursos de outras necessidades mais urgentes.

149. É uma cruel inversão da justiça quando as leis condenam os inocentes banhistas nus, enquanto os curiosos nas dunas de uma praia nudista, que pervertem e fantasiam o corpo, são aceites como comportamento “normal”.

  • Suporte histórico do Naturismo
150. A nudez social é parte de longa tradição histórica. A recente civilização ocidental está praticamente isolada, em toda a conhecida história da humanidade, no seu repressivo código contra a nudez.

151. A nudez era comum na Grécia Antiga, especialmente para os homens.

152. Os banhos cerimoniais no Antigo Testamento, incluindo o batismo, eram levados a cabo sem roupas. Cristo, provavelmente, também foi batizado nu, tal como representado em numerosos trabalhos artísticos antigos.

153. Os cidadãos romanos, incluindo os primeiros cristãos, banhavam-se comunitariamente sem roupas nos balneários públicos do II ao IV século. A nudez também era comum durante este período em outras áreas da sociedade romana de então.

154. Os escritos dos primeiros cristãos, como Ireneu e Tertuliano, tornam claro que não possuíam reservas éticas sobre a nudez coletiva.

155. Por vários dos primeiros séculos do Cristianismo, era costume batizar homens, mulheres e crianças juntos e nus. O ritual desempenhava um papel muito significante na Igreja de então. As narrativas são numerosas e detalhadas.

156. A nudez era comum e aceite na sociedade pré-medieval (cerca do Século VI), especialmente em locais como a Grã-Bretanha, que havia sido “terras bárbaras” apenas umas centenas de anos antes.

157. A nudez era amplamente comum nas sociedades medieval e renascentista, especialmente nos banhos públicos e no seio familiar.

158. Mesmo na Época Vitoriana, antes da invenção dos fatos-de-banho, nadar sem roupas no oceano era o normal; e as casas de espetáculos, muitas das vezes, apresentavam modelos nus como “esculturas vivas”.

159. Poucas pessoas percebem que os fatos-de-banho, como os conhecemos hoje, são um conceito relativamente recente. A ideia de usar roupa especial para nadar tem apenas cerca de um século.

160. Banhar-se sem roupas, no rio local ou lago da quinta, está bem documentada como uma importante parte histórica da nossa herança nacional.

161. Muitas piscinas das YMCA (do inglês Young Men's Christian Association – Associação dos Jovens Cristão Masculinos), faculdades e escolas secundárias só para homens ou equipas de natação eram historicamente de fato-de-banho opcional ou apenas nu até que foi instituído federalmente a “igualdade de acesso” aos programas desportivos, para o bem das mulheres, em meados dos anos ’70.

162. Hoje, existem ainda locais públicos onde a nudez é, por tradição local ou costume, a prática aceite.

163. As poucas praias oficialmente designadas como nudistas nos Estados Unidos (por exemplo, Rooster Rock State Park, Oregon) e Canadá (Wreck Beach, British Columbia), bem como a maioria das praias não-oficiais, existem há décadas sem problemas significantes.

164. Muitas pessoas altamente respeitáveis, quer históricas quer contemporâneas, têm abraçado ou participado no Naturismo de alguma forma.

165. Historicamente, muitos grandes escritores e artistas têm considerado o Naturismo, ou algo perto dele, como sendo parte do ideal utópico.

166. A nudez tem sido usada com frequência, historicamente, como um símbolo de protesto ou revolta contra a opressão.

  • Origens históricas da repressão da nudez
167. A moralidade repressiva foi desenvolvida pelo Estado e pela Igreja como uma ferramenta para manter o controlo sobre os indivíduos que de outro modo seriam livres.

168. A moralidade repressiva tem frequentemente procurado controlar não apenas a nudez, mas a sexualidade em geral.

169. A repressão da nudez continua a ser hoje usada como um meio de promover uma agenda política repressiva.

170. Grande parte da origem das atitudes repressivas em relação à nudez pode ser atribuída à configuração inicial da Igreja e do Estado-Igreja, apesar de não nos ensinamentos do próprio Cristo.

171. A aversão dos líderes do Cristianismo primitivo à nudez casual deveu-se, em parte, à associação da nudez com o paganismo e com a homossexualidade nas culturas vizinhas.

172. A aversão da Igreja à nudez derivou, em parte, das suas raízes nas culturas do antigo Médio Oriente, onde a nudez significava pobreza, vergonha, escravidão, humilhação e derrota. Nus, os prisioneiros desfilavam amarrados na parada da celebração da vitória do rei e os inimigos mortos em batalha eram despojados de roupas e armaduras.

173. Antes da civilização Ocidental, a nudez era um elemento normal da vida e considerada aceitável em muitas circunstâncias. No entanto, como Freud descreve em A Civilização e os seus descontentamentos, repressões psicológicas da consciência do nosso ser natural foi um passo necessário na construção da civilização, disciplinando as massas a tomar parte em vastos projetos sociais abdicando da individualidade.

174. A nudez tem sido muitas vezes censurada principalmente para evitar a tarefa mais difícil de a gerir.

175. Os gestores do lazer muitas vezes permitem a nudez em praias remotas sem infraestruturas ou salva-vidas, usando assim a nudez como bode expiatório para problemas como o lixo e o consumo de drogas que inevitavelmente surgem em áreas de lazer de uso intenso sem gestão ativa.

176. Um dos maiores desafios que as praias de roupa opcional enfrentam é que a sua popularidade, combinada com a sua escassez, levam a um uso intensivo, o que acaba por entrar em conflito no que diz respeito às preocupações ambientais e de gestão.

177. Os “efeitos secundários” que uma praia nudista gerida ativamente tem na experiência atual provada é: menos criminalidade, menos comportamento impróprio, nada de tráfico de droga, um aumento das receitas dos parques de estacionamento e um aumento nos negócios do comércio da área adjacente.

178. A nudez tem sido frequentemente reprimida por razões económicas, não por ser considerada imoral.

179. Não nos devemos nunca esquecer que por cada liberdade perdida, transportamos uma responsabilidade parcial por a deixar perder.

  • O Cristianismo apoia o Naturismo
180. Genesis 1:27 – O corpo humano (nu), criado por Deus, à imagem de Deus, é basicamente decente, não intrinsecamente impuro ou pecaminoso. O corpo humano foi criado por Deus e Deus não pode criar nenhum mal. É criado à imagem de Deus e a imagem de Deus é inteiramente pura e boa.

181. Genesis 1:31 – Deus viu que tudo, incluindo Adão e Eva nus, era bom.

182. Genesis 3:7 – Muitos académicos interpretam o uso das folhas de figueira como a continuação e a expansão do pecado original, não uma reação moral positiva a ele.

183. Genesis 3:10 – Muitos académicos acreditam que o sentimento de vergonha de Adão e Eva não vem da sua nudez, que Deus criou e disse ser boa, mas do seu conhecimento de terem desagradado ao Criador.

184. Um inato sentimento de vergonha, dado por Deus, relacionado com a nudez é contrariado pela existência de numerosas sociedades indígenas em que a nudez é a norma e o sentimento de vergonha está completamente ausente, bem como pela ausência de vergonha sentida pelas crianças nuas.

185. Genesis 3:11 – Foi a desobediência que se colocou entre Adão e Eva e Deus, não a nudez. As próprias escrituras tratam a nudez de Adão e Eva como um assunto de menor importância.

186. Genesis 3:21 – Deus fez vestimentas de peles para Adão, mas a Bíblia não diz que o estado de nudez seria condenado. Devido à Queda, Adão e Eva foram expulsos do Éden ficando então sujeitos às variações do tempo e do clima e Deus sabia que eles iriam necessitar de roupas. Deus amava-os e cuidava deles mesmo depois de terem pecado.

187. Presumir que Deus fez roupas para condenar a nudez faz tanto sentido quanto concluir que que Deus fez as nuvens que bloqueiam o sol para o condenar.

188. Genesis 9:22-24 – Noé estava nu e bêbado, mas foi Cam a ser amaldiçoado por desonrar o pai ao chamar a atenção para o estado de Noé, expondo-o.

189. Êxodos 20:26 – A nudez do sacerdote não deveria ser exposta uma vez que iria criar dissonância entre o seu papel social, no qual ele deve ser visto como sexualmente neutro e a sua condição biológica como ser sexual. O traje do sacerdote representa o seu papel social; ser exposto nesse contexto seria inapropriado e perturbador.

190. Levítico 18:6-19 – Aqui e por todo o Antigo Testamento e na Tora, a expressão “descobrir a nudez de” (como é literalmente traduzida na versão do Rei João) é um eufemismo para “ter relações sexuais com”. As proibições não se referem à nudez em si.
Nota do tradutor: Esta questão não se coloca no caso da versão portuguesa consultada dado que se refere explicitamente “ter relações sexuais com”.

191. I Samuel 19:23-24 – Era comum os profetas judeus estarem nus. Tão comum que Saul despiu as suas roupas e profetizou, ninguém considerou a nudez assinalável, mas todos assumiram imediatamente que também ele seria um profeta.

192. II Samuel 6:14-23 – O Rei David dançou quase nu na Cidade de David para celebrar o regresso da Arca da Aliança, à frente de todos os cidadãos. Mical criticou a nudez pública e foi rejeitada.

193. Isaías 20:2-3 – Deus ordenou diretamente a Isaías para retirar a faixa e as sandálias e andar nu e descalço por três anos. O profeta Miqueias terá feito o mesmo (ver Miqueias 1:8)

194. O Cântico de Salomão repetidamente expressa apreciação pela pelo corpo nu.

195. Toda a associação bíblica da nudez com a vergonha é em referência a um pecado já cometido. Ninguém se pode esconder de Deus por trás de roupas, literal ou figurativamente. Todos estão nus perante Deus.

196. A nudez não pode automaticamente ser equiparada a pecado sexual.

197. A nudez não pode automaticamente ser associada a luxúria.

198. Muitos líderes religiosos históricos têm desassociado a nudez da falta de pudor sexual. S. Tomás de Aquino, por exemplo, definiu um ato indecente como algo feito com intenção lasciva. Portanto, alguém que se dispa com o único propósito de se banhar ou recrear não pode ser acusado de indecência.

199. Através de Cristo, o cristão regressa espiritualmente à mesma condição que Adão e Eva gozaram no Éden, sem pecado, sem vergonha (Genesis 2:25). Não existem dúvidas de que a sua nudez não era pecaminosa. Quando Deus cria, a nudez é boa. Daí resulta que quando Deus recria, a nudez também é boa.

200. A Bíblia diz claramente que a imoralidade sexual é pecado. Como sadio que é, o Naturismo, no entanto, é inteiramente consistente com o Cristianismo, uma vez que “Os que pertencem a Cristo já se crucificaram a si mesmos com as suas paixões e maus desejos.” (Gálatas 5:24)

201. A Bíblia clama pela pureza do coração. Qualquer um que pense ser impossível ser puro de coração estando nu é ignorante acerca das realidades do nudismo e, quem acredita que é errado mesmo para os de coração puro estarem nus, cai no excesso de legalidade, um vício que S. Paulo denuncia repetidamente.

202. A obrigatoriedade de vestuário cria uma dissidência entre o espírito e o corpo de cada um. A moral cristã deve lidar com a pessoa como um todo, curando corpo e espírito.

203. A nudez tem sido frequentemente usada na tradição cristã como símbolo da renúncia ao mundo para seguir Cristo.

204. Muitas outras religiões apoiam a nudez, quer historicamente, quer na prática corrente.

  • A experiência pessoal apoia o Naturismo
205. Um dos principais argumentos de apoio ao nudismo é a experiência pessoal. Os testemunhos pessoais em favor do nudismo são demasiado numerosos para serem mencionados. Baseado na minha própria experiência, acho os nudistas mais amigáveis, de mente aberta, atenciosos, respeitadores e partilhadores do que os não-nudistas em geral. Os seus filhos são mais ativos e saudáveis, tanto física como mentalmente. Claro que nenhum destes testemunhos se compara à própria experiência. Uma única visita a um parque ou praia nudista não vai causar danos permanentes em ninguém. Por outro lado, pode mudar a sua vida. Experimente por si a liberdade!

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