nudismo aos 62 anos - Associação Pensamentos ao Vento

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Visitámos um parque nudista e tivemos resultados inesperados!

Quando o meu marido Ronnie sugeriu que visitássemos um parque nudista, fiquei chocada! Com o tempo, achei a experiência bastante positiva.

Deixem-me pintar-vos o nosso retrato: Ronnie e eu fomos hippies nos anos ’60. Até estivemos presentes no primeiro Festival de Sunbury em 1972 e talvez tenhamos dispensado algumas roupas por essa altura!

Desde então, porém, as nossas vidas têm sido bastante “normais” pelo padrão australiano. Trabalhámos arduamente, criámos uma família e gostamos de passar o tempo com os nossos netos.

Provavelmente sempre mantivemos algo dos ideais hippies. Gostamos de reciclar, sair para o ar livre sempre que podemos e de ter galinhas no quintal. Apesar de nunca ter sequer sonhado em andar por aí despida aos 62 anos!

Passou imenso tempo desde que eu e o Ronnie tirámos umas férias. Então, quando começámos a pesquisar por praias populares, um parque nudista estava muito longe dos meus pensamentos.
“E que tal este?” perguntou o Ronnie mostrando a foto de um resort que encontrara online. “Apesar de ser… um pouco diferente.” Acrescentou de forma marota.
Fiquei parva a olhar para a página web. Rabos e peitos nus olhavam-me de volta. “Ronnie, isso é um parque nudista!” exclamei.
“E então?” perguntou ele novamente. “Na nossa juventude costumávamos adorar voltar à natureza… Porque é que agora devia ser diferente?”
Milhares de rasões passaram-me pela cabeça! Porque nunca estive num parque nudista! Porque, desde 1972, os meus atributos naturais começaram a apontar para sul.
“Ao diabo com isso tudo,” disse-me Ronnie. “Fazia-me bem um pouco de sol e não tens razão alguma para não pores os teus atributos de fora. Ainda estás jeitosa! Mais, este local é razoavelmente barato.”

Depois de algum convencimento, resolvemos ir. Não posso dizer que demorei muito a fazer as malas para um parque nudista. Tudo o que necessitava eram os meus cosméticos, sapatos e algumas toalhas para bem do pudor.
Evidentemente que árvores não eram a única coisa “completamente natural” à vista! A maioria dos outros utilizadores estava acima dos 50 – homens e mulheres de todas as formas e tamanhos
Por vezes, os homens usavam uma toalha ao ombro para educadamente cobrir qualquer “excitação” inesperada. As mulheres usavam o cabelo para tapar os peitos, mas não usavam muito mais.
Andar nu era a única hipótese neste parque nudista. Até vi um aviso na piscina que dizia “proibido usar roupa de banho”.
Ao que parece, com as pessoas todas despidas ficamos em pé de igualdade. Creio que os funcionários até pediam para tirarmos a roupa se não estivéssemos a entrar no “espírito naturista”.

Passei um dia escondida na nossa cabine para arranjar coragem e me livrar das roupas. Claro que o Ronnie não teve tantas cerimónias – de facto, saiu disparado para o SPA antes que pudesses dizer “nu”!
Quando finalmente meti um pé fora da cabine, fiz uma linha reta até às árvores, estava aterrorizada pelo facto de ser vista nua.
Depois outra mulher passou por mim e de certeza que teria pelo menos 80 anos. Tirando o longo cabelo prateado, ela estava completamente nua. Não pude evitar mirá-la por um bocado.
As mamas dela eram menos ousadas que as minhas e tinha umas pregas e sulcos, tal como eu. Se ela estava feliz simplesmente na sua pele, porque não poderia eu?
Com esse pensamento na minha cabeça, procurei Ronnie no SPA. Passámos um tempo maravilhoso a fazer novos amigos que eram divertidos e amigos do ambiente, tal como nós.

Depois de um dia de mergulhos a nu, observação de pássaros e até mesmo um pouco de cozinha, não conseguia acreditar que demorei tanto tempo para me despir! Sentia que era tão… natural. Liberdade de espírito também!
Apesar de tudo, viver sem roupas tem as suas desvantagens. Salpiquei-me um pouco, de lado, com o óleo quente do churrasco. E quando o ar da noite arrefecia, dava por mim a desejar uma echarpe.

A nossa semana no parque nudista passou a correr, mas ao voltar a casa senti-me completamente relaxada. Há algo a dizer sobre “regressar à natureza” e pôr as inseguranças de fora.
No final de contas, Deus deu-nos estes corpos por uma razão. Porque não dar-lhes um pouco de sol e sentirmo-nos confortáveis na nossa própria pele, mesmo que seja apenas por um pouco? Eu voltava a fazê-lo numa nova oportunidade!

Atrever-se-ia a tirar tudo num parque nudista? Ou estar sem roupas é uma ideia com a qual fica desconfortável?

Traduzido e adaptado por José Luís Vieira a partir do artigo de Ally Hirschlag em
http://startsat60.com/stories/living/we-visited-a-nudist-camp-and-had-some-unexpected-results
em 01/05/2016

No naturismo não importa a sua idade, tamanho ou formato. Fale com a Associação Pensamentos ao Vento e venha experimentar uma atividade sem roupas.
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