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Veja-se um homem com uma arma… é ação. Veja-se o pénis de um homem… é indecência.
 
Há algo de errado com a forma como os americanos têm vindo a aceitar quase todos os aspetos da condição humana, exceto para o mais natural. Aceitamos armas, drogas e violência, mas ainda se recusam a aceitar mamas e genitália.
Coloque um homem a matar e a violar mulheres num filme e ele pode ganhar um Óscar. Coloque uma mulher nua no ecrã e não será sequer permitida a nomeação ("A Vida de Adèle: capítulos 1 e 2", por exemplo).

Tornámo-nos tão insensíveis a tudo, apesar de a sensibilidade ser a única coisa que nos torna humanos. Chegamos a aceitar quase todos os aspetos negativos da natureza humana, contudo ainda nos recusamos a tolerar o estado mais natural em que um ser humano pode estar – a nudez.
Com a recente mania dos benefícios para a saúde em dormir nu, eu não podia deixar de perguntar: e se estivermos a perder mais benefícios por andar sempre cobertos?

Estarão as colónias nudistas a conspirar algo? Estaremos a privar-nos de nutrientes e benefícios essenciais devido à nossa deturpação do corpo humano?

O que aconteceria se aceitássemos os nossos corpos da mesma forma que aceitamos tudo o resto? O que aconteceria se parássemos de nos cobrir e começássemos a nos despir? O que aconteceria se todos nós simplesmente deixássemos os nossos corpos expostos ao elementos e não andássemos a escondê-los em mundos sombrios de pornografia, obscenidade e fetiches?

De acordo com Matthew Westra, professor de psicologia em Longview Community College, no Missouri, "A nudez é um tabu na América porque primariamente equiparamos a nudez ou o corpo despido com a sexualidade e temos tabus sobre a sexualidade."

Esta associação entre a nudez e o sexo é exacerbada pelos clubes de strip e pela pornografia que têm vindo a representar um tipo indevido ou pecaminoso de comportamento que só é alcançado com a nudez.

Não há como negar, os americanos são púdicos por natureza. Também não há como negar, porém, que, se pudéssemos passar pelas nossas perversões infantis e aceitar a nudez como uma forma humana básica e natural, haveria muito menos "artimanhas" e menos obsessões com o corpo humano – e todos poderíamos simplesmente parar de nos preocupar com isso.

Quando saem as roupas, também saem os estigmas

As coisas só são tabu porque as transformamos nisso. As pessoas só procuram algo que não podem ter, porque o seu estatuto "ilícito" o torna intrigante.

Se os homens, no entanto, fossem expostos à nudez diariamente, de uma forma normal, não iriam fantasiar e obcecar-se com isso da mesma forma que ocorre quando os jovens de 14 anos conseguem a sua primeira visão de mamas femininas.

Segundo o Dr. Conrad Manning no seu artigo "Virtudes da nudez: Saúde Física e Psicológica", "Ao fazer da nudez algo natural, comum e dissociada da sexualidade diminuía-se consideravelmente o interesse lascivo e pouco saudável na pornografia."

Imagine se os homens fossem insensíveis ao corpo feminino. Imagine se eles não sentissem a necessidade de rasgar as roupas de uma mulher para realizar uma fantasia que eles criaram nas suas cabeças. Imagine se os homens parassem de investir todo o seu tempo e energia em ver as mulheres nuas e aprendessem a viver apenas lado-a-lado com elas?

Menos roupas, menos problemas

Imagine se vivêssemos num mundo em que os corpos não estivessem escondidos sob camadas enquanto os modelos de "corpos perfeitos" andam por aí meio nus? Imagine se todos nós olhássemos para o outro apenas da forma que Deus nos fez, sem quaisquer implicações ou noções idealizadas do corpo perfeito?

De acordo com Manning, é a nossa roupa que cria as nossas inseguranças e a incapacidade de aceitar e amar uns aos outros da forma que deveríamos.

Damos valor materialista à forma humana criando doenças mentais em conjunto com a dismorfia corporal e um ambiente indesejável para os seres humanos viverem e se comunicarem.

Exposição precoce significa rápida aceitação

Como qualquer outra coisa, a maioria das nossas neuroses e fobias formam-se durante a infância. Mas, e se tivéssemos crescido num lar sem roupas? E se tivéssemos sido ensinados desde tenra idade que a nudez é natural e o corpo humano é belo?

Estudando estes efeitos no seu livro, "A criança nua: crescendo sem vergonha", Dennis Craig Smith e William Sparks descobriram que crianças expostas à nudez desde tenra idade, mais tarde na sua vida, não se incomodam com o corpo humano e, por vezes, tornam-se psicologicamente mais fortes, devido a isso mesmo.

Mais estudos foram realizados sobre este tema. Um estudo publicado no Journal of Social Psychology por Marilyn D. Story examinou 264 crianças e seus pais. Os resultados provaram que as crianças criadas em ambientes de nudez cresceram com um autoconceito do corpo mais elevado.

De acordo com Story "vir de uma família nudista desempenhou um papel mais significativo na autoimagem corporal positiva das crianças do que a sua raça, sexo, ou região do país em que viviam."

Desnudar o corpo significa banir as bactérias

Num outro paradoxo, os seres humanos vestiram roupas para manter afastados os parasitas e a sujidade, mas apenas criaram viveiros para diferentes tipos de infeções e doenças.

Embora as roupas possam parecer uma forma de manter a sujidade por fora, na verdade estamos apenas a prejudicar-nos mais.

No estudo "Um macaco nu teria menos parasitas", publicado pela Universidade de Reading, "O carrapato responsável pela doença de Lyme pode agarrar-se às nossas camisolas e os piolhos do mar podem infestar o nosso fato-de-banho.

Cintos apertados, gravatas e roupas dificultam a respiração. Calças justas masculinas elevam a temperatura dos testículos, reduzindo a quantidade de esperma e prejudicando a fertilidade. "

Juntamente com a infertilidade e a doença de Lyme, a roupa também contribui para infeções fúngicas e infeções do trato urinário nas mulheres. Criam-se problemas ao tentar erradicá-los.

Hoje nus, amanhã vivos

E se eu disser que sapatos causam a perda de funções cerebrais? E se não usar sapatos diminuísse o risco de contrair a doença de Alzheimer? E se despir as roupas significasse somar anos?

De acordo com o Dr. Norman Doidge, "Andar descalço é agora reconhecido como anti-Alzheimer e causa o aumento da atividade cerebral porque a sensação única estimula o cérebro a desenvolver as ligações entre neurónios e torna-as mais eficientes."

Parece arbitrário, mas andar por aí descalço aumenta a flexibilidade do cérebro. Não fará apenas sentir-se jovem novamente, faz o seu cérebro se sentir jovem de novo.

Lauren Martin, escritor sobre estilos de vida no Elite Daily

Traduzido e adaptado por José Luís Vieira a partir de:
http://elitedaily.com/life/scientific-reasons-just-always-naked/971796/
em 20/07/2015
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